terça-feira, agosto 16

The Philosophy

Todos os dias vejo-me a entrar numa luta que, no fundo, não é de forma alguma minha, meu querido. Com o tempo fui aprendendo, sem porquê objectivo e credível, a viver desta forma - não viver.
Há um dia- há sempre um dia!- em que se acorda e -pufff!- é hoje que vai começar a ser diferente, mentalizo-me que se calhar a culpa até foi minha, chorar não vale, realmente a pena,gritar nunca foi solução, fugir não faz transparentes as feridas, ir embora não significa, por ventura, esquecer e esquecer por um conjunto de conjugações de tempo não compreende não sentir vontade de chorar, gritar - berrar bem alto!-, fugir, ir para bem longe - para o lado oposto do mundo!-, esquecer.
Mas como todas as utopias e fantasias, esse dia está predestinado a encontrar o seu próprio fim, o seu indubitável termo.
Gosto de ver a resistência que oferecemos ao destino, mostra de alguma forma que afinal nós não esperamos, apenas, pelo dia depois do dia. Acho engraçado a epifania que envolve a simples ideia de se opor ao destino - talvez, de facto, nem haja mesmo um destino. É mais fácil não acreditar e deixar a vida... correr. Isto sobre a vida e o destino não é mais do que aquilo que muitos escrevem nos livros - se for relacionado com outra pessoa faz todo o sentido, quando é connosco é a maior mentira que nos pode ser dita, isto num dia e no outro é completamente diferente.


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