sexta-feira, novembro 8

Saudades

Tenho saudades e sempre odiei ter saudades. Sempre evitei tudo aquilo que as pudesse trazer por arremesso e isso custou-me muita coisa. Nunca me senti à vontade de mostrar a alguém aquilo que realmente sou e, por isso, a verdade é que ninguém – absolutamente ninguém – me conhece. Para mim até é compreensível, porque até considero que seja por amor próprio. Se eu nunca me der a conhecer por completo a alguém, essa pessoa nunca me poderá magoar infinitamente e, assim, terei sempre uma hipótese de me erguer, porque afinal de contas, ela não me roubou tudo. Talvez nem seja amor próprio e eu não passo de uma grande medrosa. Talvez seja isso – medo. Tenho medo de dar tanto de mim e que no final não receba nada em troca, nem mesmo aquilo que eu dei.

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